Clube Militar diz que única esperança para o BRASIL é que o “Judiciário atue de forma exemplar”. Presidente do Clube teria dito que novo Comandante do Exército acredita que o Golpe Militar foi uma iniciativa correta por parte das Forças Armadas.

Clube Militar diz que única esperança para o BRASIL é que o “Judiciário atue de forma exemplar”. Presidente do Clube teria dito que novo Comandante do Exército acredita que o Golpe Militar foi uma iniciativa correta por parte das Forças Armadas. Novo comandante já declarou que o povo nas ruas pode mudar o país.

O jornal Folha de São Paulo diz que Gilberto Pimentel, presidente do Clube Militar, declarou que o novo comandante do Exército tem as mesmas opiniões que a reserva do Exército sobre as ações duras realizadas após 1964 para barrar a tentativa de tornar o país uma nação socialista. Contudo, não conseguimos apurar o momento em que o General Pimentel fez essas declarações.

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Na nota oficial do Clube militar não há nada nesse sentido.

A nota oficial do Clube Militar diz o seguinte: “O Clube Militar vem trazer, publicamente, sua satisfação com a nomeação do Gen Ex Eduardo Dias da Costa Villas Bôas para Comandante do Exército Brasileiro. É unanimidade na Força Terrestre o reconhecimento de seu valor: inteligente, competente, homem de fácil diálogo, firme em suas convicções e extremamente humano. Não é um radical, sendo grande conhecedor do novo cenário mundial. Um militar vocacionado com todos os predicados necessários a manter o Exército na senda de servir à Nação acima de qualquer outro desígnio. Todos nós, que desejamos a evolução da Força no século XXI, dentro dos ditames constitucionais e cooperando para o crescimento do Brasil, como exemplo de democracia e nação soberana, desejamos ao nobre companheiro e irmão de armas pleno sucesso no cumprimento de mais essa missão. Parabéns, Gen Villas Boas!

O clube militar não tem se omitido em demonstrar sua insatisfação em relação ao governo atual. Na última nota que expressa a opinião do clube podemos encontrar trechos como:

“Dois pesos, duas medidas. Essa é a conhecida regra dos governos socialistas. Em outras palavras também conhecidas, para os amigos tudo, para os inimigos a mentira, a injúria e a calúnia. No desgoverno petista, o abacaxi que a presidente terá que descascar, fica muito aparente a aplicação desse raciocínio torpe. Comparemos, por exemplo, os exemplos do relatório final da Comissão Nacional da Meia Verdade e o que sabemos, até agora, da vergonha internacional do petrolão.

A CNMV, ilegal, imoral e caolha, lançou lama irresponsavelmente sobre o nome de três ex-Presidentes da República, do Patrono da Força Aérea e de outros chefes militares de vida exemplar, modelos de comportamento para várias gerações de militares que tiveram a honra de com eles conviver ou herdaram seus ensinamentos e exemplos por meio de outros militares que com eles aprenderam.”

Nunca antes na história desse país se roubou tanto e, até agora, tão livremente como nos governos petistas. Quando se livrar dessa infelicidade, o Brasil levará alguns anos descobrindo e pagando novas falcatruas que surgirão, novos esqueletos encontrados dentro dos armários governamentais, e será muito difícil responsabilizar os autores dos crimes e fazê-los devolver os bilhões roubados. Uma única grande esperança conforma os brasileiros de bem, que os há: a esperança de que o Judiciário, como por ocasião do julgamento do mensalão – brincadeira de crianças em comparação com o petrolão – atue de maneira exemplar e, apesar dos votos petistas garantidos por alguns ministros, não nos deixe saudosos de Joaquim Barbosa, o juiz implacável que, enfrentando a tudo e a todos, mandou para a cadeia alguns figurões da república que fraudavam a vida democrática por meio de pagamentos espúrios a alguns parlamentares.

Há pouco tempo Villas Bôas foi perguntado sobre a ação que o Exército tomaria se houvesse ameaça de perpetuação no poder de algum partido político, o general ressaltou que esse questionamento é bastante recorrente, e respondeu:

O século XX foi um período bastante conturbado, a questão da guerra fria, Cuba exportando revolução. Acho que a missão histórica da geração de nossos pais foi a de preservar a democracia no país, o exército não se arrepende do que fez, mas de certa forma ainda paga pelo que fez. Acho que a missão histórica de nossa geração talvez seja o de contribuir com a preservação dos valores da sociedade brasileira, o exército é um corte vertical na sociedade brasileira… Hoje o Brasil é um país com instituições estruturadas, naquela época não havia instituições, então hoje já temos um sistema de pesos e contrapesos em nosso país… As coisas naturalmente vão se equilibrando. Eu acho que é um erro a gente querer tutelar a sociedade .

O general deixou bem claro que acredita que as manifestações de junho de 2013 poderiam ter gerado mais frutos, o que não ocorreu por conta da violência que calou a boca das ruas. Ele disse que acredita que esse processo pode ser retomado.

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No centro do escândalo do petrolão, PT se faz de vítima em manifesto

Partido diz ser ‘bode expiatório da corrupção’ e prega velhas fórmulas como a radicalização à esquerda e o controle da imprensa.

Em mais uma demonstração de total desconexão dos protestos de rua no país, dirigentes regionais do PT divulgaram nesta segunda-feira um manifesto que coloca o partido como vítima dos escândalos de corrupção surgidos nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

No centro do maior escândalo de corrupção da história, o petrolão, o partido reuniu em São Paulo presidentes dos 27 diretórios estaduais, a direção nacional da legenda e o ex-presidente Lula. O resultado foi um texto que repete explicações batidas para os problemas econômicos do Brasil, promete intolerância contra corruptos nunca praticada na legenda e sugere a radicalização política contra partidos de direita, a imprensa e o que chama de ‘elite’ – receita batizada como “reencontro com o PT dos anos 80”.

O manifesto petista chega ao cúmulo de dizer que o partido, a esquerda e seus movimentos socais alinhados são alvos de uma campanha de criminalização com objetivo de atingir seu aniquilamento. “Querem fazer do PT bode expiatório da corrupção nacional e de dificuldades passageiras da economia, em um contexto adverso de crise mundial prolongada”, diz o texto, ao encampar as mesmas justificativas dadas pela presidente Dilma na TV – e rejeitadas por um sonoro panelaço.

Ao ignorar as insatisfações reveladas nos protestos de 15 de março, o PT também voltou a apontar os supostos artífices da ofensiva: a oposição derrotada nas eleições presidenciais, classificada como “maus perdedores”. A cúpula petista insiste na tese de preconceito de classe contra os governos de Lula e Dilma.

“Como já propuseram no passado, é preciso acabar com a nossa raça. Para isso, vale tudo. Em nossa história de 35 anos, muitas vezes investiram contra nós. O fato mais marcante, numa longa trajetória de manipulações, foi imputarem ao PT o sequestro do empresário Abílio Diniz, em 1989”, diz o texto. “É impensável que a gente possa ser acusado de corrupção”, resumiu o presidente nacional do PT, Rui Falcão, após a reunião que se estendeu por cerca de oito horas.

Uma das propostas do manifesto é que petistas condenados por falcatruas sejam expulsos da legenda – algo que não ocorreu no escândalo do mensalão, o maior do governo Lula.

O partido diz que “erros ocorrem em uma organização que reúne milhares de filiados”, em uma tentativa de encobrir que os investigados no petrolão fazem parte da cúpula do partido no Senado e da própria direção nacional, como o tesoureiro João Vaccari Neto, cujo destino na legenda só deve ser decidido em 17 de abril.

Os dirigentes regionais também apontam a necessidade de reformas internas na estrutura do partido a fim de abrir espaço para articulação com novos movimentos sociais desconectados do partido para formar uma frente ampla e “enfrentar a maré conservadora, combater a direita e a extrema-direita”.

“Ao nosso quinto Congresso, já em andamento, caberá promover um reencontro com o PT dos anos 1980, quando nos constituímos num partido com vocação democrática e transformação da sociedade”.

Os dirigentes estaduais também defenderam que o partido dê uma guinada à esquerda, afastando-se do “pragmatismo pernicioso” e do “cretinismo parlamentar”. Entre as medidas propostas para enfrentar a crise política que atravessa o início do segundo mandato de Dilma estão o apoio dos parlamentares petistas ao imposto sobre fortunas, à regulação da mídia e à reforma política.